sábado, 13 de setembro de 2008

Problema nos trópicos



As casas tem caído em decorrência do Furacão Ike, agora é a vez dos EUA, o furação chega com bastante força a costa norte-americana.
Minha intenção não é avaliar o fenômeno natural em si, mas sim a sua implicação política.
Começando pelo Haiti, devastado pelo furacão, o países que já sofria de incontáveis mazélas depara-se com um enorme desafio de recontrução do país, e, mais importante ainda, controlar o caos social que se instaurou no país após a passagem do furacão. Pessoas desabrigadas, amontoadas em espaços pequenos e sem comida, sem mencionar as cidades cobertas pela água . Esta é a imagem que se tem do Haiti após o fenômeno.

Após sua passagem pelo Caribe, o Furacão Ike se dirigiu para os EUA, onde imagino causar um impacto político muito maior do que o ecônomico e social.
Na minha opinião, a passagem da tempestade tropical, deverá fazer os nortes-americanos se lembrarem da passegem do furacão Katrina em 2005, onde as perdas humanas foram enormes e o governo Bush foi ineficaz na hora que a população de New Orleans mais precisou.
É provável que dessa vez seja totalmente diferente, já que o Texas é o estado onde Bush nasceu e um importante pólo econômico dos EUA devido as suas jazidas de petróleo, sem contar o fato de sua população ser de maioria branca, diferentemente de New Orleans.
Como tudo últimamente tende a prejudicar a campanha Repúblicana, essa é outra excelente oportunidade a ser explorada pelos Democratas de conseguir votos na região explorando as falhas do governo Bush.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Status Quo Brasileiro


Demorou um pouco mas as autoridades militares brasileiras resolveram tomar providências para proteger o controle de campos de petróleo, dutos e refinarias no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
A "Amazônia Azul", como foi demonominada os 4,5 milhões de quilômetros quadrados dos mares brasileiros, é um dos principais objetivos da Marinha brasileira com a grande operação militar lançada nesta sexta-feira.
De certa forma, tendo em vista a atual situação militar mundial, o contingente de 10 mil militares na frente operacional, além de 17 navios, 40 aeronaves e pouco mais de 300 viaturas militares, não parecem ser suficiente para proteger tais riquezas. Já que são "bens" visados por toda comunidade internacional e de valor inestimável.
Em entrevista a Reuters Brasil, o almirante Edlander Santos afirmou que este teste colocará em cheque as respostas para as questões envolvendo eventuais carências na defesa nacional brasileira.


Para tanto: "Será que temos os navios e os meios necessários para proteger esses 4,5 milhões de quilômetros quadrados?", perguntou. "Vamos verificar."


Fim dos tempos!!



Só para comprovar as minhas suspeitas, foi divulgado na Folha de São Paulo uma reportagem sobre a ameça de Guerra contra a Rússia por parte dos Norte-americanos caso a Rússia realize outra "invasão" a Geórgia após seu ingresso na OTAN.
Em declaração a rede de TV ABC, a candidata republicana a vice-precidência, aformou a necessidade de vigiar a Rússia. Segundo ela, "é inaceitável que a Rússia tenha exercido tal pressão para invadir um país democrático menor, sem provocação".
Lembrando que quem começou o conflito foi a Geórgia quando não aceitou soberania da Ossétia do Sul e a invadiu.
Essa foi a primeira declaração pública de Palin após se lançar como candidata.
Cá entre nós, QUE ESTRÉIA!!!

Essa notícia tende a ter repercussões negativas para a campanha de John McCaine, tendo em vista a atual postura opositória da sociedade norte-americana com relação à guerra no Iraque e seu custo humano.
Pensando mais a frente, caso McCaine ganhe as eleições, sua política com relação a guerra no Iraque é de continuá-la, o que demanda um contingente populacional. E caso essa ameaça se concretize, seria OUTRA guerra, o que demandará outro contigente de soldados norte-americanos. SEM CONTAR AS OGIVAS NUCLEARES RUSSAS.

Bom, resta saber se a TPM da senhorita "Bush de saia" irá conduzir suas ações do mês!
Por hora, é bom correr para o loja de material de construção mais próxima e começar a construir nossos abrigos nucleares.

Qual será a do mês que vem?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Laisser faire


Diferente do chavão capitalista, esse "deixar fazer" vai para o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que, na presidência da União Européia, liderou as negociações em favor do fim do conflito entre Rússia e Geógia.
O presidênte francês FEZ por onde, em negociaçaõ com o presidente Russo Dmitri Medvedev o compromisso de retirada, dentro de um mês, de seus militares do território georgiano.
Para evitar a retomada das hostilidades e para assegurar a inviolabilidade da Ossétia do Sul, a área será vigiada por monitores internacionais das Nações Unidas, da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) e da própria UE.
Porém, o tocante da questão é a reação repreensiva dos EUA para com a Rússia. Em reportagem da
Folha de São Paulo o governo dos EUA afirmou que desistiu de aprovar no Congresso um acordo de cooperação nuclear civil pacífica com Moscou.

"Pacífica"?!

Juntando os pontos: escudo anti-mísseis beirando a Rússia, apoio a entrada de países como Geórgia e Ucrânia para OTAN (países fronteriços com a Rússia), envio de NAVIOS DE GUERRA norte-americanos levando ajuda humanitária para Geórgia e, agora, o fim de um acordo nuclear.

Não consigo imaginar uma nova Guerra Fria para essa situação e nem de uma tentativa russa de uma mudança significativa no balanço de poder internacional; não chego a esse absurdo. Mas ao que tudo indica, os EUA, querem evitar uma reestruturação (política) regional e mundial (por que não?!) da Rússia.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Enquanto isso na Ucrânia...


Na última semana foi publicado em alguns jornais de publicação nacional mais uma "estória" das intenções russas de "dominar o mundo".
Desta vez, agências internacionais de jornalismo, de onde essas matérias foram obtidas, publicaram matérias sobre uma suposta intenção russa de invadir a Ucrânia.
Na minha singela opinião essas notícias são publicadas como um reflexo as ações da Rússia no conflito da Georgia e da Ossétia e o medo norte-americano da influência russa na região.
É importante frisar que tanto a Georgia e a Ucrânia são países canditados a ingressar na OTAN apoiados pelos EUA. E, é claro, que os EUA, não querem perder inflência na região.
Além disso, a Ucrânia é o país onde os EUA querem instalar seu tão famigerado escudo anti-mísseis. E uma possível perda dessa influência deixaria os EUA em uma posição vulnerável a um eminente ataque de mísseis intercontinetais e atos terroristas.
Não sei até que ponto o escuto anti-mísseis norte-americano está envolvido na questão, mas até hoje, a posição com relação a ele foi contrária, principalmente pela forte oposição russa.
Porem, rotulando-se a Rússia como um possível inimigo de ideias expancionistas e uma ameça a jovem democracia da ex-repúblicas da Ex-URSS, as negocições para a instalações do escudo anti-mísseis tomem novos rumos favoráveis à sua instalação.